depois de saber que não ha como medir nada pelas reguas que nos foram dadas
depois de saber que passou-se o tempo como uma corda puxada
como fluido que escoa e tudo arrasta
nado eu contra esse vortice
esse ralo
e me agarro aos troncos e pedras que resistem
olho pro olho da besta
o fluir da vida e da morte
e vejo
olhos brilhantes
perco o medo
hipnotizada
olho pra cima
onde nada é definido
onde nao ha nem tempo nem espaco
onde meus olhos nao sao olhos
onde tudo é nada
e a salvação se faz
ca embaixo
vejo que as pedras nao mais se aguentam
vejo que as madeiras dos balanços das casas dos meus pais
se vão e me carregam
mas o que seria o novo ceu sobre a minha cabeça
onde me perco e nao existo
é fixo e eterno
e solto e sem tempo
e vejo que os olhos pra onde escoa o mundo
sao os olhos do deus que eu matei
que agora me puxa por mãos e pés
me estendem
infinita
num sono eterno
como o de antes da hora em que nasci
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
emaranhamento
pensando bem, me pediu para considerar
fiquei ponderando
sem considerar
que se me pedissem mais
que fazer ou pensar
pensava vinte vezes antes
de pedir o imponderável
sem coração
sem nenhuma consideração
sem premonição
de todos os porvires possiveis
que se ramificaram em possibilidade
igualmente distribuidas entre os
mundos em que se pode ser
de muito feliz a muito triste
numa escala de infinitos pontos
que ficam entre um extremo e outro
deve ser mais provavel
o valor médio
que foi onde fique
ponderadamente
consideravelmente frustrada
esperando um definicao
um desfecho que ficasse para um dos lados
uma medida menos emaranhada entre a minha vontade
mal definida nesse sistema
e a vontade desconhecida de alguem com quem formei
um estado acoplado outrora
e fico na indefinicao enquanto nada colapsar
fiquei ponderando
sem considerar
que se me pedissem mais
que fazer ou pensar
pensava vinte vezes antes
de pedir o imponderável
sem coração
sem nenhuma consideração
sem premonição
de todos os porvires possiveis
que se ramificaram em possibilidade
igualmente distribuidas entre os
mundos em que se pode ser
de muito feliz a muito triste
numa escala de infinitos pontos
que ficam entre um extremo e outro
deve ser mais provavel
o valor médio
que foi onde fique
ponderadamente
consideravelmente frustrada
esperando um definicao
um desfecho que ficasse para um dos lados
uma medida menos emaranhada entre a minha vontade
mal definida nesse sistema
e a vontade desconhecida de alguem com quem formei
um estado acoplado outrora
e fico na indefinicao enquanto nada colapsar
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
dois cavalos brancos dançaram no meu quintal
pegue este sonho que transcrevo em dias noturnos
taciturnos
dentro de anos (ou qualquer coisa que distingua isso de aquilo)
as pessoas que não suponho
lerão essas paginas
saiba
que é tudo um engano
a coisa de dizer
mas talvez deslizem por essas palavras algo de mim
há um calor e um toque sobre teclas
que se ja sentiste, talvez se iluda
se identifique
e seremos irmãos
ou mãe e filhos
é estranho pensar
e toda a estranheza do mundo e de se perceber vivo
só pode libertar
ou, poderia, ao menos
sendo as coisas como são, e se dizer que são faz diferença
há dois cavalos na minha janela
a luz cinza que entra os envolve
e eles se entrelaçam entre crinas e lama
sôfregos
depois deste sonho e do terror do medo
me resta não ser honesta
me resta viver dos olhos pra fora
falando todas as falhas
e escrevendo para os proximos enganos
posso dizer, que como todas as pessoas que já viveram
(todos os seres que foram vivos
todos os seres que nunca viveram
mas se fizeram de forma distinguivel do resto)
que talhei algum coisa no dorso desse mundo
mas todo mundo o fez
(o dorso do mundo e o proprio mundo como ele e mudança
é a maior redundância possível)
e existem um bilhão de pessoas que notaram
a si mesmas e seus vizinhos julgados medíocres
tudo desnecessário
da boca pra fora
mas não é como se necessidade fosse uma condicao necessária para qualquer coisa lograr
as leis da física
muito duvidosas
quase nos fazem acreditar em ordem
a tal da entropia
é mesmo muito mágico
que olhemos pela janela
e vejamos esses dois cavalos brancos num lençol cinza
e todas as equações matematicas que usamos para descrever um descrevem tambem o outro
e mais alguns planetas e e mais os atomos de que são feitos
--
dois cavalos a passo largo cavalgam em circulos no meu quintal
se inclinam sobre as pernas de tras
e voltam
depois de muito rodar
cansados miram a minha janela de vidro
não me veem
dois cavalos de dentro da minha janela
olham resolutos os dois cavalos do meu quintal
eu acordo de olhos fechados
taciturnos
dentro de anos (ou qualquer coisa que distingua isso de aquilo)
as pessoas que não suponho
lerão essas paginas
saiba
que é tudo um engano
a coisa de dizer
mas talvez deslizem por essas palavras algo de mim
há um calor e um toque sobre teclas
que se ja sentiste, talvez se iluda
se identifique
e seremos irmãos
ou mãe e filhos
é estranho pensar
e toda a estranheza do mundo e de se perceber vivo
só pode libertar
ou, poderia, ao menos
sendo as coisas como são, e se dizer que são faz diferença
há dois cavalos na minha janela
a luz cinza que entra os envolve
e eles se entrelaçam entre crinas e lama
sôfregos
depois deste sonho e do terror do medo
me resta não ser honesta
me resta viver dos olhos pra fora
falando todas as falhas
e escrevendo para os proximos enganos
posso dizer, que como todas as pessoas que já viveram
(todos os seres que foram vivos
todos os seres que nunca viveram
mas se fizeram de forma distinguivel do resto)
que talhei algum coisa no dorso desse mundo
mas todo mundo o fez
(o dorso do mundo e o proprio mundo como ele e mudança
é a maior redundância possível)
e existem um bilhão de pessoas que notaram
a si mesmas e seus vizinhos julgados medíocres
tudo desnecessário
da boca pra fora
mas não é como se necessidade fosse uma condicao necessária para qualquer coisa lograr
as leis da física
muito duvidosas
quase nos fazem acreditar em ordem
a tal da entropia
é mesmo muito mágico
que olhemos pela janela
e vejamos esses dois cavalos brancos num lençol cinza
e todas as equações matematicas que usamos para descrever um descrevem tambem o outro
e mais alguns planetas e e mais os atomos de que são feitos
--
dois cavalos a passo largo cavalgam em circulos no meu quintal
se inclinam sobre as pernas de tras
e voltam
depois de muito rodar
cansados miram a minha janela de vidro
não me veem
dois cavalos de dentro da minha janela
olham resolutos os dois cavalos do meu quintal
eu acordo de olhos fechados
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
eu estou triste
sempre tenho a impressao de que é proibido dizer algo assim
que é proibido trazer a tona tudo o que dói por dentro
que às pessoas ja bastam os seus próprios problemas
eu não consigo dormir, me sinto só e ansiosa
tenho muito o que fazer
tenho essa sensação de que nunca vou conseguir terminar tudo
não sei se é só o cansaço
sinto como se houvesse muito trabalho e muita mudança
tanta coisa sempre e não consigo processar
mas nao sei, o que parece does mais no fundo é uma solidao
é mais uma vez um amor frustrado
é não ter ninguem
nem um amigo proximo com quem eu me sinta completamente livre
nao me sinto no direito de importunar ninguem!
deveria! deveria ter o direito de estragar o dia de alguem
de dizer o quanto eu sinto que viver é uma coisa dificil e que as vezes parece vazio e as vezes parece miseravel
hoje sinto menos o vazio
sinto mais a miséria
é uma luta
todos os dias eu luto muito pra ser feliz
pra estar calma
pra não levar a sério
pra dormir bem
mas depois de tantos, minhas forças estão se acabando
e não sei mais o que fazer
muiita mudança
eu consigo ver muita coisa bonita ainda
mas nao sinto a felicidade disso
agora, só sinto a dor de ser só, de não ter amor, de não saber se isso muda e de não ter tempo pra sentir isso, pq tenho que trabalhar
talvez hoje seja sábio tirar um dia de folga
não sei
sempre tenho a impressao de que é proibido dizer algo assim
que é proibido trazer a tona tudo o que dói por dentro
que às pessoas ja bastam os seus próprios problemas
eu não consigo dormir, me sinto só e ansiosa
tenho muito o que fazer
tenho essa sensação de que nunca vou conseguir terminar tudo
não sei se é só o cansaço
sinto como se houvesse muito trabalho e muita mudança
tanta coisa sempre e não consigo processar
mas nao sei, o que parece does mais no fundo é uma solidao
é mais uma vez um amor frustrado
é não ter ninguem
nem um amigo proximo com quem eu me sinta completamente livre
nao me sinto no direito de importunar ninguem!
deveria! deveria ter o direito de estragar o dia de alguem
de dizer o quanto eu sinto que viver é uma coisa dificil e que as vezes parece vazio e as vezes parece miseravel
hoje sinto menos o vazio
sinto mais a miséria
é uma luta
todos os dias eu luto muito pra ser feliz
pra estar calma
pra não levar a sério
pra dormir bem
mas depois de tantos, minhas forças estão se acabando
e não sei mais o que fazer
muiita mudança
eu consigo ver muita coisa bonita ainda
mas nao sinto a felicidade disso
agora, só sinto a dor de ser só, de não ter amor, de não saber se isso muda e de não ter tempo pra sentir isso, pq tenho que trabalhar
talvez hoje seja sábio tirar um dia de folga
não sei
sábado, 6 de novembro de 2010
a calma dos olhos dele
eu fico e espero
voce é um homem
nao consigo dizer ou pensar sem fazer ressalvas
mas feita essa, digo
voce é um homem
dos olhos doces de menino
dos olhos fundos de quem ja viveu
tem o corpo forte
e um cheiro que ainda nao decifrei
a pele macia
e uma cor de por do sol
mãos que me prendem num aperto de carcere
homem meio bandido meio arredio que é uma explosao
que só agora eu traduzi
num outro mundo nós nos conhecemos
no seu quarto moramos
entre antiguidades e sombras
entre caixas que guardam lembranças empoeiras
e fumaças e odores de madeira
a meia luz marrom
nos abraçamos atraves das noites
num frio e calor que nos cerca os corpos
que disputam os braços e cobertas e suores
com a calma de almas velhas que repousam
um descanço de finalmente termos nos braços
frios e quentes um do outro todos os veroes que
estao por vir
todas as noites de brisas que pela pele escapam
e nos chega num vapor de sal e areia
com voce eu quero descansar do mundo
e dormir
e memorar a lembrança que não tenho de sermos homem e mulher
da forma mais trivial que as pessoas fazem
como dois senhores apaziguados depois da vida sabida com quem se ama
como duas crianças que não entendem, mas aceitam
com voce eu quero descansar do mundo
e dormir
voce é um homem
nao consigo dizer ou pensar sem fazer ressalvas
mas feita essa, digo
voce é um homem
dos olhos doces de menino
dos olhos fundos de quem ja viveu
tem o corpo forte
e um cheiro que ainda nao decifrei
a pele macia
e uma cor de por do sol
mãos que me prendem num aperto de carcere
homem meio bandido meio arredio que é uma explosao
que só agora eu traduzi
num outro mundo nós nos conhecemos
no seu quarto moramos
entre antiguidades e sombras
entre caixas que guardam lembranças empoeiras
e fumaças e odores de madeira
a meia luz marrom
nos abraçamos atraves das noites
num frio e calor que nos cerca os corpos
que disputam os braços e cobertas e suores
com a calma de almas velhas que repousam
um descanço de finalmente termos nos braços
frios e quentes um do outro todos os veroes que
estao por vir
todas as noites de brisas que pela pele escapam
e nos chega num vapor de sal e areia
com voce eu quero descansar do mundo
e dormir
e memorar a lembrança que não tenho de sermos homem e mulher
da forma mais trivial que as pessoas fazem
como dois senhores apaziguados depois da vida sabida com quem se ama
como duas crianças que não entendem, mas aceitam
com voce eu quero descansar do mundo
e dormir
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
O que eu escrevo não serve a ninguem
só a mim
ja tive pretensões de falar qualquer coisa que, devido a semelhança entre as pessoas, caiba
mas nunca serei daqueles genios capazes de trauzir a humanindade de uma forma bela
escrever assim só por desabafo, sem intenção a nao ser do alivio, nao traz novidade alguma... as ideias todas que tive, ja as tiveram antes de mim... nao trago combinação nova de formas que realmente renove ou agrade aos olhos... eventualmente, talvez alguem... nunca foram colocadas a muita prova as minhas palavras
escreve pra mim se tornou algo que eu nao esperava
em cartas a um jovem poeta, rilke diz que kappus deve se perguntar se ele PRECISA escrever... e só se precisar deve faze-lo... eu ja pensei que é claro que nao preciso... mas tudo
o que escrevo se tornou um vinculo entre eu e mim... entre tudo o que sou... tenho a sensacao de que me perderei se nao tornar em palavras o que fui em algum momento
me relaciono como que com outra pessoa quando leio e quando escrevo
uma relacionamento doido, de amor, odio, ressentimento e despeito... um relacionamento longo, inevitavelmente o mais intimo que tenho
acho que aprendi muito com o senhor rainer maria rilke... discretamente a sua ideia se fez em mim... talvez apenas por ter ficado em minha memoria... talvez ficar na memoria ja seja sinal de que a ideia se aproprie de voce...
resta escrever para mim mesma... resta ver beleza no que escrevo e me perdoar pelo ego, pela vaidade... muito natural é achar beleza no que reconhecemos, me parece que assim é a natureza e dái vem a ideia de beleza, reconhecimentos... me parece natural ver beleza no que escrevo por que identifico nuances de mim... me parece natural ver o horror no que escrevo e a vergonha de ser um tipo de pessoa débil, fraca, ignorante e sem talento...
tenho tido muita admiracao por alguns russos, senhor maiakovski, senhor tchekhov e senhor tarkovski... conheço pouco de todos.. todos me traduzem um ser humano em um nivel que sou incapaz de descrever... pessoas muito humanas, muito cruas e ao mesmo tempo muito sublimadas e muito sociais... o contexto diz muito.. a russia e o socialismo...
tenho tido tambem, e isso nao se afasta do grupo anterior, uma atração pelos homens que se isolaram... wittgenstein, acho que tchekhov... nao sei se rilke...
wittgenstein, principalmente.... nao conheco seus sentimentos... mas posso deduzir alguma coisa do seu interior lendo, muito pouco, seu investigações filosoficas... o ser humano, as relacoes, as palvras,.... muitas falhas, dificil lidar com isso
ja é dificil, sem pensar muito nessas falhas, só tendo a vida permeada por elas, se relacionar, estar com alguem e ver qualquer significado no que chamam amor e todos os outros sentimentos
acho que aprecio o isolamento porque vejo uma força. uma força que nao me vejo capaz de manifestar... uma força mental, de paz de espirito... de aceitacao da solidao e da perda do medo de a mente se perder... de enlouquecer, de acordo com algumas concepções
voltando um pouco ao que escrevi ontem... sobre as palavras, o pensar e as falácias... fica uma deixa para os proximos textos... a falta disso, que pode ser algo "legitimo, natural, ou real"... se aproxima do que dizem budistas, os "maiavadis?" sobre o estado de nada... sobre meditar para controlar a mente, para que ela se esvasie...
só a mim
ja tive pretensões de falar qualquer coisa que, devido a semelhança entre as pessoas, caiba
mas nunca serei daqueles genios capazes de trauzir a humanindade de uma forma bela
escrever assim só por desabafo, sem intenção a nao ser do alivio, nao traz novidade alguma... as ideias todas que tive, ja as tiveram antes de mim... nao trago combinação nova de formas que realmente renove ou agrade aos olhos... eventualmente, talvez alguem... nunca foram colocadas a muita prova as minhas palavras
escreve pra mim se tornou algo que eu nao esperava
em cartas a um jovem poeta, rilke diz que kappus deve se perguntar se ele PRECISA escrever... e só se precisar deve faze-lo... eu ja pensei que é claro que nao preciso... mas tudo
o que escrevo se tornou um vinculo entre eu e mim... entre tudo o que sou... tenho a sensacao de que me perderei se nao tornar em palavras o que fui em algum momento
me relaciono como que com outra pessoa quando leio e quando escrevo
uma relacionamento doido, de amor, odio, ressentimento e despeito... um relacionamento longo, inevitavelmente o mais intimo que tenho
acho que aprendi muito com o senhor rainer maria rilke... discretamente a sua ideia se fez em mim... talvez apenas por ter ficado em minha memoria... talvez ficar na memoria ja seja sinal de que a ideia se aproprie de voce...
resta escrever para mim mesma... resta ver beleza no que escrevo e me perdoar pelo ego, pela vaidade... muito natural é achar beleza no que reconhecemos, me parece que assim é a natureza e dái vem a ideia de beleza, reconhecimentos... me parece natural ver beleza no que escrevo por que identifico nuances de mim... me parece natural ver o horror no que escrevo e a vergonha de ser um tipo de pessoa débil, fraca, ignorante e sem talento...
tenho tido muita admiracao por alguns russos, senhor maiakovski, senhor tchekhov e senhor tarkovski... conheço pouco de todos.. todos me traduzem um ser humano em um nivel que sou incapaz de descrever... pessoas muito humanas, muito cruas e ao mesmo tempo muito sublimadas e muito sociais... o contexto diz muito.. a russia e o socialismo...
tenho tido tambem, e isso nao se afasta do grupo anterior, uma atração pelos homens que se isolaram... wittgenstein, acho que tchekhov... nao sei se rilke...
wittgenstein, principalmente.... nao conheco seus sentimentos... mas posso deduzir alguma coisa do seu interior lendo, muito pouco, seu investigações filosoficas... o ser humano, as relacoes, as palvras,.... muitas falhas, dificil lidar com isso
ja é dificil, sem pensar muito nessas falhas, só tendo a vida permeada por elas, se relacionar, estar com alguem e ver qualquer significado no que chamam amor e todos os outros sentimentos
acho que aprecio o isolamento porque vejo uma força. uma força que nao me vejo capaz de manifestar... uma força mental, de paz de espirito... de aceitacao da solidao e da perda do medo de a mente se perder... de enlouquecer, de acordo com algumas concepções
voltando um pouco ao que escrevi ontem... sobre as palavras, o pensar e as falácias... fica uma deixa para os proximos textos... a falta disso, que pode ser algo "legitimo, natural, ou real"... se aproxima do que dizem budistas, os "maiavadis?" sobre o estado de nada... sobre meditar para controlar a mente, para que ela se esvasie...
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
espiral
eu não quero enlouquecer
tenho medo de enlouquecer
e tenho o medo do medo
(talvez o maior problema aqui seja o loop em que se pode entrar...)
dizem que é bom falar sobre as coisas
que o que voce coloca pra fora se resolve de alguma forma
ou colocar pra fora seja só sinal de que nao esta tão mal assim
nao sei
eu tenho medo
mas dai vem de novo, tentando dismitificar, tentando resolver o que é só uma falha so pensar humando... vem de novo a ideia de medo é só uma palavra e enlouquecer é só um nome para um estado anormal da cabeça de alguém
é claro que quando alguem se refere a medo, nao se refere só a um conjunto de letras, mas esta encerrando uma ideia.. esta trancando numa ideia rigida, fixa la no dicionario, uma sensação que se assemelha ao que está descrito lá (e a semelhança é estabelecida com o estabelecimento previo da semelhança entre todas as outras palavras e algum mundo que elas encerram que foram usadas na descrição...)
o ponto é que tenho a impressao de que muito se perde com isso
um caminhao de coisas
uma propagação de erros
só posso pedir uma libertação depois disso tudo
não quero ser escravas de nomes e ideias que se estabeleram em certos contextos e se arrastaram até mim... mas, é inevitavel! nao é como fugir... talvez sobre me permitir burlar qualquer coisa que me faça menos feliz (que só posso pensar que é o que eu prefiro... independente da ideia concebida de felicidade)
tenho medo de enlouquecer
e tenho o medo do medo
(talvez o maior problema aqui seja o loop em que se pode entrar...)
dizem que é bom falar sobre as coisas
que o que voce coloca pra fora se resolve de alguma forma
ou colocar pra fora seja só sinal de que nao esta tão mal assim
nao sei
eu tenho medo
mas dai vem de novo, tentando dismitificar, tentando resolver o que é só uma falha so pensar humando... vem de novo a ideia de medo é só uma palavra e enlouquecer é só um nome para um estado anormal da cabeça de alguém
é claro que quando alguem se refere a medo, nao se refere só a um conjunto de letras, mas esta encerrando uma ideia.. esta trancando numa ideia rigida, fixa la no dicionario, uma sensação que se assemelha ao que está descrito lá (e a semelhança é estabelecida com o estabelecimento previo da semelhança entre todas as outras palavras e algum mundo que elas encerram que foram usadas na descrição...)
o ponto é que tenho a impressao de que muito se perde com isso
um caminhao de coisas
uma propagação de erros
só posso pedir uma libertação depois disso tudo
não quero ser escravas de nomes e ideias que se estabeleram em certos contextos e se arrastaram até mim... mas, é inevitavel! nao é como fugir... talvez sobre me permitir burlar qualquer coisa que me faça menos feliz (que só posso pensar que é o que eu prefiro... independente da ideia concebida de felicidade)
nada mudou
o que eu quero e nao tenho
o que prefiro que se cale dentro de mim
ou só o que eu prefiro que nao haja
um mundos de impetos se faz
de ansias e desejos
há uma paisagem movel que corre pela minha mente
e planos por futuro
mas ha que se calar tudo
descobri!
ha um mundo fora de mim e fora de todas as pessoas que nao se encerra nas palavras
ha um mundo, talvez
que escapa a todo o compreender, da forma como o faço
é a maior das falacias
eu sinto
uma serie de substancias quimicas, uma serie de processos que entendo como ordenaos
se sucedem na minha cabeca
por tanto eu sinto
eu ordeno
é tudo uma questao que só mora em mim
e depois dar nomes
a vida se reduz a isso
no que me tange
ou no que tange a todo o resto das pessoas, ja que estamos num estado que chamamos "de acordo"
a vida que me tange é isso: ordenar e nomear
o resto é nada
nao me toca
nao existe
o que ficou do meu amor
alem da palavra e do frio na espinha quando lembro do seu nome
e do seu cheiro de cigarro?
ficou que agora eu sei que isso é uma grande cilada
a cilada de ser humano no mundo como o achamos que é
nada mudou
o frio continua
o que prefiro que se cale dentro de mim
ou só o que eu prefiro que nao haja
um mundos de impetos se faz
de ansias e desejos
há uma paisagem movel que corre pela minha mente
e planos por futuro
mas ha que se calar tudo
descobri!
ha um mundo fora de mim e fora de todas as pessoas que nao se encerra nas palavras
ha um mundo, talvez
que escapa a todo o compreender, da forma como o faço
é a maior das falacias
eu sinto
uma serie de substancias quimicas, uma serie de processos que entendo como ordenaos
se sucedem na minha cabeca
por tanto eu sinto
eu ordeno
é tudo uma questao que só mora em mim
e depois dar nomes
a vida se reduz a isso
no que me tange
ou no que tange a todo o resto das pessoas, ja que estamos num estado que chamamos "de acordo"
a vida que me tange é isso: ordenar e nomear
o resto é nada
nao me toca
nao existe
o que ficou do meu amor
alem da palavra e do frio na espinha quando lembro do seu nome
e do seu cheiro de cigarro?
ficou que agora eu sei que isso é uma grande cilada
a cilada de ser humano no mundo como o achamos que é
nada mudou
o frio continua
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