As minhas maos carregam
ainda asperas
a memoria do trabalho
O construir e o talhar
em madeira e terra
dos nossos filhos
de tão frouxo enlace
As minhas maos carregam
a lembranca do toque
que só foi sonhado
Entre a planta e o desenho
se guardam sublimando
e escrevem com luvas emprestadas
as reminiscencias dos outros dias
De terra vermelha
e água preta
esculpiram novo dono
esculpiram o sol
rodante
entre azuis imaginarios
e facas do vento cortante
Afagaram os cabelos
todos os fios
um a um
Arrancaram pela raiz
A flor passada e seca
Debruçaram cheiros verdes e terrestres
entre os sorrisos e os olhos fixos
--
Caminho pelas vias diárias e incertas
hesito
constato
Há uma força pra viver e constatar
sempre
Procuro.
Admitamos!
Não basta ser nem olhos nem mãos
O necessário
O frívolo
Não basta toda a contorçao da estetica,
como um ser com vontade propria,
para se tornar orgânica
Não basta querer o que é possivel
amarrado às cadeias do destino por vieses deterministicos
A paisagem nao é muda
O que os olhos dizem nao sao modos de comunicacao
Os campos e as ruas pretas
me gritam que os olhos nao dizem nada
Os olhos olham!
Os olhos claros e imprecisos
subversivos
resignados ao codigo
Os olhos olham
As maos sentem
Os olhos sentem
As maos sentem por muito tempo
As maos asperas
cegas
que tateam as superficies dos convívios sociais
e das heranças infantis
Os olhos constatam o padrao paterno
que se repete nos desejos
ou nos medos
As maos tampam o que ainda é oprimido
ainda depois de tantos meses
de regras submetidas
subservientes
--
Quero criar laços
ou nós
entre as vidas que hoje
nao se distinguem do meu ser
eu carne, eu folha
eu terra e sol
e folha
que volta a ser terra
Quero criar raízes
longas
fortes
que como mãos sinistras
seguram os pés do que será
um dia
terra a meu lado
Quero ser flores e pólen
que se espalha pequeno e sutil
e preenche todo o universo
habitado das memórias
dos cheiros frutais das minhas ruas
factíveis e certas
Quero ser flor
e fruta
o prazer doce
o mar
a lágrima
--
Vontade de ser
integrar-se
diluir-se
ser
ser
Ser com aquele alguém
que muda e não muda
que é sempre objeto de desejo
que é só tocado em sonhos
beijado e chorado
nas festas de despedidas
com as intermitencias
imanentes
de todos os objetos de amor
os símbolos
os rostos
as máscaras
O engano de felicitar-se
na entorpecida conclusão
que não há de se diluir em nada
nada constatar
senao que duas maos asperas podem se dar
e ser tudo o que basta
domingo, 22 de junho de 2008
segunda-feira, 16 de junho de 2008
re-velação
É bom estar entre amigos
Numa noite amena
fito a fogueira que crepita
desnecessariamente
Penso nos povos antigos
diante desta coisa tão viva e forte
que podemos fazer nascer,
mas que toma logo vida própria
Independente e agressivo
o fogo atrai e afasta
simultaneamente
Pensei no que era o fogo pra mim
a dois passos, um calor bom
guardado nas palmas das mãos
e nas pontas dos dedos
Se cresce e dança mais veloz
ao sabor de algum vento
confuso e sem direção
assusta e faz cócegas
traz um rubor doce
quente
feminino
Tentei ver através do laranja flamejante
quase opaco
qualquer revelação estampada
no horizonte azul escuro atrás
Aquele volume incerto e etéreo
poderia guardar algum segredo sobre mim
Quis ler no fogo ou na noite,
ou descobrir algo novo-velho
despercebido na memória
Quis que me contassem
porque eu deveria ser feliz
Sem argumento ou necessidade de convencer
Sem conclusão ou apelos a novas perspectivas
Quis que me contassem do ocorrido,
que eu não soubera por ser tola,
ou porque quiseram me reservar uma surpresa alegre
Um fato certo
a felicidade certa
gratuita.
Qualquer sentença
que se traduzisse em uma alegria inebriante
e de sorrisos incontroláveis
O fogo ardiloso e sabido
não me contou nada
Dançou como uma lívida bailarina
em noites quentes e alcoólicas de verão
O fogo seriamente se desviou,
com um sorriso paterno
austero e protetor
negando o prazer ao filho
Que não sei do que me cobre,
além desse frio tão ameno,
que não quer me contar
este segredo da minha graça
Como o pai que antecipa,
pois já sabe da dor que ja viveu,
o fogo, que aquece ou arde
pra me proteger do triste fim
não me contou da alegria
que pra ter, só precisaria saber
que eu já podia ser feliz e não sabia
e se soubesse
era depois sofrer
14/06/2008
Numa noite amena
fito a fogueira que crepita
desnecessariamente
Penso nos povos antigos
diante desta coisa tão viva e forte
que podemos fazer nascer,
mas que toma logo vida própria
Independente e agressivo
o fogo atrai e afasta
simultaneamente
Pensei no que era o fogo pra mim
a dois passos, um calor bom
guardado nas palmas das mãos
e nas pontas dos dedos
Se cresce e dança mais veloz
ao sabor de algum vento
confuso e sem direção
assusta e faz cócegas
traz um rubor doce
quente
feminino
Tentei ver através do laranja flamejante
quase opaco
qualquer revelação estampada
no horizonte azul escuro atrás
Aquele volume incerto e etéreo
poderia guardar algum segredo sobre mim
Quis ler no fogo ou na noite,
ou descobrir algo novo-velho
despercebido na memória
Quis que me contassem
porque eu deveria ser feliz
Sem argumento ou necessidade de convencer
Sem conclusão ou apelos a novas perspectivas
Quis que me contassem do ocorrido,
que eu não soubera por ser tola,
ou porque quiseram me reservar uma surpresa alegre
Um fato certo
a felicidade certa
gratuita.
Qualquer sentença
que se traduzisse em uma alegria inebriante
e de sorrisos incontroláveis
O fogo ardiloso e sabido
não me contou nada
Dançou como uma lívida bailarina
em noites quentes e alcoólicas de verão
O fogo seriamente se desviou,
com um sorriso paterno
austero e protetor
negando o prazer ao filho
Que não sei do que me cobre,
além desse frio tão ameno,
que não quer me contar
este segredo da minha graça
Como o pai que antecipa,
pois já sabe da dor que ja viveu,
o fogo, que aquece ou arde
pra me proteger do triste fim
não me contou da alegria
que pra ter, só precisaria saber
que eu já podia ser feliz e não sabia
e se soubesse
era depois sofrer
14/06/2008
quinta-feira, 12 de junho de 2008
lembranca
que alguem se lembrou de mim e me enviou este poema... que alguem que eu amo e que me ama leu este poema e se lembrou de mim... que isso e' motivo de calma, mais do que felicidade... que apesar da distancia eu tenho um amor bonito, que de um lugar bonito, se lembrou de mim.
«J'aime de vos longs yeux la lumière verdâtre,
Douce beauté, mais tout aujourd'hui m'est amer,
Et rien, ni votre amour, ni le boudoir, ni l'âtre,
Ne me vaut le soleil rayonnant sur la mer.
Et pourtant aimez-moi, tendre coeur! soyez mère,
Même pour un ingrat, même pour un méchant;
Amante ou soeur, soyez la douceur éphémère
D'un glorieux automne ou d'un soleil couchant.
Courte tâche! La tombe attend; elle est avide!
Ah! laissez-moi, mon front posé sur vos genoux,
Goûter, en regrettant l'été blanc et torride,
De l'arrière-saison le rayon jaune et doux!»
«J'aime de vos longs yeux la lumière verdâtre,
Douce beauté, mais tout aujourd'hui m'est amer,
Et rien, ni votre amour, ni le boudoir, ni l'âtre,
Ne me vaut le soleil rayonnant sur la mer.
Et pourtant aimez-moi, tendre coeur! soyez mère,
Même pour un ingrat, même pour un méchant;
Amante ou soeur, soyez la douceur éphémère
D'un glorieux automne ou d'un soleil couchant.
Courte tâche! La tombe attend; elle est avide!
Ah! laissez-moi, mon front posé sur vos genoux,
Goûter, en regrettant l'été blanc et torride,
De l'arrière-saison le rayon jaune et doux!»
terça-feira, 10 de junho de 2008
3 de junho de 2008
Me sento ao sol para escrever. Na verdade, preciso escrever e fazê-lo sem frio é melhor. É uma boa manhã da primeira semana de junho e o dia tão brilhante me faz sentir menos mal por usar blusa preta e calça marrom, muito sóbrios.
Não sei porque é preciso escrever. Isso tem uma motivação estética e reflete a fomra como prefiro ver o mundo e tentar receber todas as coisas que me cercam de modo que me proporcionem prazer. Antes disso, talvez alguma motivação orgânica, que eu não sei identificar e acho desnecessário, pois sendo ultimamente todas as coisas e os pensamentos orgânicos, ser orgânico não quer dizer nada.
À parte as questões sobre os porquês e todas as motivações, escrevo porque estou desolada. Pois ficou claro e incontestavelmente evidente a irreversibilidade da vida.
Certa vez eu li que uma vez é nunca: "Einmal ist Keinmal". Ainda não consigo realizar completamente o significado desta sentença. que se chego às vezes a achar que apreendi sua verdade, esta me escapa sem qualquer razão identificavel.
Uma vez é nunca. Uma vez é nunca! eu repior a fim de compreender. Avida não tem rascunho, ou é o prórpio rascunho que nunca logra arte-final -> uma vez é nunca.
E nunca e sempre são a mesma coisa, com um "sinal de menos" do lado de algum.
Nunca = -Sempre. Parece tolo quantificar assim, mas tomar simbolismos matemáticos nos conforta ao permitir ao cérebro fazer "pulos" tão rápidos entre objetos aparentemente tão distantes.
Uma vez é sempre. Uma vida é sempre. Hoje isso faz um sentido meio torto. estou aqui escrevendo porque estou desiludida com a irreversibilidadedos meus atos. que por mais que se conserte um vaso quebrado ou se plante uma árvore, a cicatriz é eterna. Os erros são eternos e o universo tem essa memória de todas as coisas ocorridas; simplesmente porque todo ato tem consequencia e desencadeia uma série de eventso que só são precisamente desta ou daquela forma por causa daquele fato ocorrido. Esta memória do mundo é o que faz de imperdoável todos os erros. E o que importam os acertos? Os acertos, os dias felizes, são para serem vividos. Posso até parar para constatar em meio ao belo dia azul o quão belo é este dia azul, mas de fato, o que me importa não é constatar_ o que tem de bom me basta.
E o que tenho de ruim e os erros que doem e não são digeridos, pela condição intrínseca de ruim que te o erro e a dor, isso eu paro para constatar e meditar, a fim de algum consolo que nunca parece tangível.
Então meditar e escrever é só algo de bom que eu posso fazer, o prazer que eu posso extrair das minhas lamentações. E sucumbindo ao poder das analogias, é como montar um mosaico com os cacos quebrados do vaso.
É um belo fim de manhã. O vendo é frio e o sol é quente. E os contrastes que me sucedem sobre a pele são muito agradáveis.
Tenho ainda perspectivas de outros dias agradáveis e de detalhes sonhados da vida que me planejo: amores que não pretendo que não sejam intermitentes, uma casa cheia de verdes e os pequenos prazeres do corpo e da mente em doses diárias, mesmo que nem sempre grandes.
continua depois...
Não sei porque é preciso escrever. Isso tem uma motivação estética e reflete a fomra como prefiro ver o mundo e tentar receber todas as coisas que me cercam de modo que me proporcionem prazer. Antes disso, talvez alguma motivação orgânica, que eu não sei identificar e acho desnecessário, pois sendo ultimamente todas as coisas e os pensamentos orgânicos, ser orgânico não quer dizer nada.
À parte as questões sobre os porquês e todas as motivações, escrevo porque estou desolada. Pois ficou claro e incontestavelmente evidente a irreversibilidade da vida.
Certa vez eu li que uma vez é nunca: "Einmal ist Keinmal". Ainda não consigo realizar completamente o significado desta sentença. que se chego às vezes a achar que apreendi sua verdade, esta me escapa sem qualquer razão identificavel.
Uma vez é nunca. Uma vez é nunca! eu repior a fim de compreender. Avida não tem rascunho, ou é o prórpio rascunho que nunca logra arte-final -> uma vez é nunca.
E nunca e sempre são a mesma coisa, com um "sinal de menos" do lado de algum.
Nunca = -Sempre. Parece tolo quantificar assim, mas tomar simbolismos matemáticos nos conforta ao permitir ao cérebro fazer "pulos" tão rápidos entre objetos aparentemente tão distantes.
Uma vez é sempre. Uma vida é sempre. Hoje isso faz um sentido meio torto. estou aqui escrevendo porque estou desiludida com a irreversibilidadedos meus atos. que por mais que se conserte um vaso quebrado ou se plante uma árvore, a cicatriz é eterna. Os erros são eternos e o universo tem essa memória de todas as coisas ocorridas; simplesmente porque todo ato tem consequencia e desencadeia uma série de eventso que só são precisamente desta ou daquela forma por causa daquele fato ocorrido. Esta memória do mundo é o que faz de imperdoável todos os erros. E o que importam os acertos? Os acertos, os dias felizes, são para serem vividos. Posso até parar para constatar em meio ao belo dia azul o quão belo é este dia azul, mas de fato, o que me importa não é constatar_ o que tem de bom me basta.
E o que tenho de ruim e os erros que doem e não são digeridos, pela condição intrínseca de ruim que te o erro e a dor, isso eu paro para constatar e meditar, a fim de algum consolo que nunca parece tangível.
Então meditar e escrever é só algo de bom que eu posso fazer, o prazer que eu posso extrair das minhas lamentações. E sucumbindo ao poder das analogias, é como montar um mosaico com os cacos quebrados do vaso.
É um belo fim de manhã. O vendo é frio e o sol é quente. E os contrastes que me sucedem sobre a pele são muito agradáveis.
Tenho ainda perspectivas de outros dias agradáveis e de detalhes sonhados da vida que me planejo: amores que não pretendo que não sejam intermitentes, uma casa cheia de verdes e os pequenos prazeres do corpo e da mente em doses diárias, mesmo que nem sempre grandes.
continua depois...
peut être
Vous voudriez au ciel bleu croire
Je le connais ce sentiment
J'y crois aussi moi par moments
Comme l'alouette au miroir
J'y crois parfois je vous l'avoue
A n'en pas croire mes oreilles
Ah je suis bien votre pareil
Ah je suis bien pareil à vous
A vous comme les grains de sable
Comme le sang toujours versé
Comme les doigts toujours blessés
Ah je suis bien votre semblable
Trecho do poema de Louis Aragon que eu conheci ouvindo Odile, em "Bande à part", cantar tão triste no metrô...
Vai ficar ao sorteio da memória o que eu quis ler ler neste poema, pois é bem sabido que a gente lê o que quer e não o que está escrito exatamente.
Acho que Louis Aragon teve uma intenção bem mais socialista. Eu leio e faço caber bem pra duas pessoas, que é o que me ocupa agora.
Uma tradução manquinha do meu francês manquinho:
Você quer crer no céu azul
eu conheço esse sentimento
eu também creio por momentos
como a cotovia ao espelho
Às vezes eu também creio, eu admito
Até não crer nos meus ouvidos
Ah eu sou bem do seu tipo
Ah eu sou muito parecido com você
Com você como os grãos de areia
Como o sangue sempre derramado
Como os dedos sempre machucados
Ah eu sou bem sua semelhante
Não soa tão bem como o original e eu não sou a favor de construir outro poema sobre esse... Essa coisa de "traduzir" poemas é muito dolorida, mas entendo que como não dá pra sempre ler as versões originais...
Je le connais ce sentiment
J'y crois aussi moi par moments
Comme l'alouette au miroir
J'y crois parfois je vous l'avoue
A n'en pas croire mes oreilles
Ah je suis bien votre pareil
Ah je suis bien pareil à vous
A vous comme les grains de sable
Comme le sang toujours versé
Comme les doigts toujours blessés
Ah je suis bien votre semblable
Trecho do poema de Louis Aragon que eu conheci ouvindo Odile, em "Bande à part", cantar tão triste no metrô...
Vai ficar ao sorteio da memória o que eu quis ler ler neste poema, pois é bem sabido que a gente lê o que quer e não o que está escrito exatamente.
Acho que Louis Aragon teve uma intenção bem mais socialista. Eu leio e faço caber bem pra duas pessoas, que é o que me ocupa agora.
Uma tradução manquinha do meu francês manquinho:
Você quer crer no céu azul
eu conheço esse sentimento
eu também creio por momentos
como a cotovia ao espelho
Às vezes eu também creio, eu admito
Até não crer nos meus ouvidos
Ah eu sou bem do seu tipo
Ah eu sou muito parecido com você
Com você como os grãos de areia
Como o sangue sempre derramado
Como os dedos sempre machucados
Ah eu sou bem sua semelhante
Não soa tão bem como o original e eu não sou a favor de construir outro poema sobre esse... Essa coisa de "traduzir" poemas é muito dolorida, mas entendo que como não dá pra sempre ler as versões originais...
terça-feira, 3 de junho de 2008
poema malogrado
Não vou jogar nada fora
Se escrever oito poemas ruins
os oito conservo
Pois ainda que mal escritos ou frouxos
ainda são todos parte de algum mim
que sou ou se perdeu por aí
Não vou jogar fora por amor próprio
que não tenho razão de ter
mas prefiro garantir
em meio a tantos incertos
ao menos este afeto
Não vou terminar o poema
porque se revela um grande desfecho
Não vou terminar o poema
porque qualquer outra palavra não lhe caiba
Vou escrever até me exaurirem as razões
até estar cansada e satisfeita,
mesmo a custa de uma verborragia descontrolada
Vou escrever porque eu posso
e me permito, em meio a tantas curvas indesejadas,
ir e voltar tantas voltas
oito voltas malogradas
que sigo e interrompo a minhas custas
e não à do poema.
Se escrever oito poemas ruins
os oito conservo
Pois ainda que mal escritos ou frouxos
ainda são todos parte de algum mim
que sou ou se perdeu por aí
Não vou jogar fora por amor próprio
que não tenho razão de ter
mas prefiro garantir
em meio a tantos incertos
ao menos este afeto
Não vou terminar o poema
porque se revela um grande desfecho
Não vou terminar o poema
porque qualquer outra palavra não lhe caiba
Vou escrever até me exaurirem as razões
até estar cansada e satisfeita,
mesmo a custa de uma verborragia descontrolada
Vou escrever porque eu posso
e me permito, em meio a tantas curvas indesejadas,
ir e voltar tantas voltas
oito voltas malogradas
que sigo e interrompo a minhas custas
e não à do poema.
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