Fiquei um pouco muda
um pouco ouca
um pouco
confusa do mundo
dolorida do mundo
um pouco de palavra ainda se desata dos meus nós
fiquei pouco
sei muito pouco
o mundo é triste
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
domingo, 27 de maio de 2012
sábado, 12 de maio de 2012
um oceano
Quero acreditar que mergulhar no fundo de mim mesma seja real
e faze-lo
o unico real
isso é feliz? o que mais resta?
fora não há nada
ninguém
nunca
porque fora não nos pertence
porque não existe
só há milhões de dentros
mas ainda quero o que acho ser feliz
poderia sacrificar a realidade
como todos
animais entorpecidos que somos
dentro de mim é mais real?
ao menos mais constante
ao menos vagamente conhecido
ao menos vagamente conhecido
como não é fora
esse oceano de incertezas
e de gente incerta
e de gente que tenta
até
se dar as mãos e nadar juntos
mas ondas tão grandes
para que ilha vou em que não moras?
vou na certa
e vais para sua
porque nadar junto é mais difícil
terça-feira, 8 de maio de 2012
domingo, 15 de abril de 2012
26 fevereiro 2012
participastes da minha melancolia no domingo,
sem saber.
do meu perguntar da vida e de por que? por que?
tem um homem no meu quarto
um homem branco
de costas largas
nos olhamos
eu sinto que seus olhos nao sabem
os meus sabem tudo
mas tantos reflexos no caminho
agora sim
dividimos algo
dividimos a nostalgia dolorida do domingo
a nostalgia atemporal
a nostalgia que virá
existe um homem no meu quarto
na minha mesa
na minha cama
quem somos nós que decidimos isso?
o que foi decidido por nós?
por que sofres?
por que sofres agora que eu te disse que deves sofrer?
no domingo de manhã
as sirenes tocaram
alarmes, uma balburdia
um fogo bem na esquina, ou só alarde
a qualquer momento de nossas vidas, nossa casa em chamas pode se consumir
num domingo qualquer
domingos são os dias preferenciais dos incendios desavisados
ou dos alardes
ou dos gritos
eu sei, eu morrerei num domingo
eu sei, se me deixares, lembrarei de ti com dor, num fim de tarde de domingo
numa hora sem cor
sob um céu pálido em qualquer hemisferio
meu amor, meu amor,
posso repetir muitas vezes
posso ve-lo muitas vezes como se fosses,
de repente,
este homem no meu quarto
alguns domingos atras, nao eras
agora meus dias de alegria e dor sao reservados a ti
nos outros todos, nao ha nada
nos outros todos, só essa vida que temos que ter,
essas coisas que criaram e que alimentamos,
o trabalho, e dizer bom dia
meu amor, meu amor
nos amamos quando sofremos ao imaginar a morte do outro
nos amamos porque tememos,
porque amor é medo
porque nao há paz
nas horas sem cor
nos amamos inquietos
entorpecemo-nos
esquecemo-nos
somos este homem e esta mulher neste quarto
mudos
em preto e branco.
do teto nos vejo
um homem e uma mulher
um filme sem começo
nas janelas do hotel do outro lado da rua há alguem
de quilometros de mim,
anos,
horas
há alguem no quarto do hotel do outro lado da rua
temos janelas brancas que se olham
e o homem que aqui sentado estava
nos seus vidros
se reflete infinito
sem saber.
do meu perguntar da vida e de por que? por que?
tem um homem no meu quarto
um homem branco
de costas largas
nos olhamos
eu sinto que seus olhos nao sabem
os meus sabem tudo
mas tantos reflexos no caminho
agora sim
dividimos algo
dividimos a nostalgia dolorida do domingo
a nostalgia atemporal
a nostalgia que virá
existe um homem no meu quarto
na minha mesa
na minha cama
quem somos nós que decidimos isso?
o que foi decidido por nós?
por que sofres?
por que sofres agora que eu te disse que deves sofrer?
no domingo de manhã
as sirenes tocaram
alarmes, uma balburdia
um fogo bem na esquina, ou só alarde
a qualquer momento de nossas vidas, nossa casa em chamas pode se consumir
num domingo qualquer
domingos são os dias preferenciais dos incendios desavisados
ou dos alardes
ou dos gritos
eu sei, eu morrerei num domingo
eu sei, se me deixares, lembrarei de ti com dor, num fim de tarde de domingo
numa hora sem cor
sob um céu pálido em qualquer hemisferio
meu amor, meu amor,
posso repetir muitas vezes
posso ve-lo muitas vezes como se fosses,
de repente,
este homem no meu quarto
alguns domingos atras, nao eras
agora meus dias de alegria e dor sao reservados a ti
nos outros todos, nao ha nada
nos outros todos, só essa vida que temos que ter,
essas coisas que criaram e que alimentamos,
o trabalho, e dizer bom dia
meu amor, meu amor
nos amamos quando sofremos ao imaginar a morte do outro
nos amamos porque tememos,
porque amor é medo
porque nao há paz
nas horas sem cor
nos amamos inquietos
entorpecemo-nos
esquecemo-nos
somos este homem e esta mulher neste quarto
mudos
em preto e branco.
do teto nos vejo
um homem e uma mulher
um filme sem começo
nas janelas do hotel do outro lado da rua há alguem
de quilometros de mim,
anos,
horas
há alguem no quarto do hotel do outro lado da rua
temos janelas brancas que se olham
e o homem que aqui sentado estava
nos seus vidros
se reflete infinito
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