A resposta do e-mail que eu não consegui dar... de vergonha, de nao querer oprimir
Querida,
eu estou tentando, e talvez conseguindo, aprender a ser leve.
Eu não quero que te assustes, ou que tema a mmim ou o que eu te der...
a minha vinda era pra ser o rito de que te falei... um rito bonito.. encontros
um amor prático e sem obrigações
pratico no sentido de presenca, porque eu sei amar de longe, mas prefiro e ha algo de mais e melhor, muitas vezes em amar de perto, pq no fim nos somos menos cerebro e mais bicho e cheirar e rondar, como poderiamos fazer, mesmo que ritualmente, é onde comeca essa historia de amor... na presenca
talvez nao me queiras como amor pratico.. tudo bem.. eu aceito, eu aceito tudo de que gosto...o que vem de voce, eu aceito, mesmo que menos... de muita gente. eu tenho feito isso, aceitado e dado... pq só assim se ganha sempre... mas é dificil
mas sobre a leveza, é bom dizer que nao é pra temer, é pro frio na espinha ser só prazer e satisfacao despreocupados... nao tens obrigacao nenhuma comigo, nem de me querer e muito menos de querer so a mim... eu nao te quero so a voce e nao te quero so de uma forma... mas agora, talvez por me fazer falta, talvez sempre seja assim, eu quero o amor pratico, eu quero presenca e só... pq eu ja cultivei muita solidao, e cultivo ainsa, como uma coisa muito boa... uma coisa a que me reservo sempre, coisa dificil, com esforco
ha quem diga que tudo o que é bom é dificil, que o amor é dificil e por isso é bom... que a natureza se aferra ao que é dificil pra aflorar, pra alograr
eu tenho uma certa vergonha de parecer sempre tao pesada, tao intensa, mesmo quando eu digo: olha, eu sei ser leve... olha só, esta tudo bom pra mim, isso nao é ser leve? nao esta bom pra voce? vem ser leve comigo...
no final eu penso memso é que nao sei amar... eu quero muitas coisas e me acho mesmo muito egoista... nao me interessa dar, só receber do resto... é horrivel... é muito ego, e muito dificil.. nao que eu nao ache mais nada bom que seja fora de mim... mas preciso me convencer de que nao é tudo espelho pro meu narcisismo... um horror... um virus que tenta se reproduzir por ai... sera que é todo mundo assim e depois de tanta dose de cristianismo e tanta sublimacao é tudo um monte de enganog.. e pensat sobre a vida, amores , uma coisa meio vazia?
tudo bem pra mim.... é um pouco triste, mas eu sei o que eu quero... eu me conformo com certas fatalidades... com a natureza possivel das coisas...
eu quero sexo, gozo, prazer, comida, sorrisos, cheiros, vida, vida de quem eu amo e a aminha... e quero imagens , sons e letras, arte, mas nao muita... pq ser bicho é mesmo mais facil e mais legitimo, mais real, talvez...
na sexta feira um menino morreu... um conhecido de um conhecido... no domingo, enterraram ... no domingo de manha... no domingo de manha eu chorei de alegria por assistir a minha primeira orquestra.. é muito bom ver a vida humana, tao minha, tao do outro fazendo uma coisa que carrega tanto, tanta historias, tantas vidas... vale a pena ser menos bicho nessas horas, ou esta aí justamente a nossa animalidade expressa como a antitese, o anti-discurso que se reafirma pelo discurso, ou o oposto.... como a coisa da sexualidade de foucault...
fugi do assunto
e nao
fico por aqui sem consertar nada
minha querida,
boa noite
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
ciúme
Se for possível explicar
Acontece que eu tenho um ego muito grande
E antes mesmo de amar
eu quero que me queiram
só a mim somente
e me achem realmente o melhor que ja se viu
E eu entendo
que sendo a realidade algo um pouco diferente
que a gente seja muito boa
e bem diversa
alem de mim
Que eu também sei amar, com despeito e esforço
quem nunca nem me viu passar
Me ame a mim que não te amo
eu amo
não tu
mas o amor que sentes
e a dedicação que me dedicas
e os brilhos nos olhos que derramas
por mim e mais ninguém
Caro estranho
sinto muitos ciúmes de tudo
até de tu
que logo de início devias ter-me
percebido toda a graça
mais que tudo que já viste nesse mundo
Me dá o teu amor
me conquiste assim
pra que eu logo te despreze
com remorso
e culpa
muita culpa de quem quer ser querida
muito mais que quer a gente
Acontece que eu tenho um ego muito grande
E antes mesmo de amar
eu quero que me queiram
só a mim somente
e me achem realmente o melhor que ja se viu
E eu entendo
que sendo a realidade algo um pouco diferente
que a gente seja muito boa
e bem diversa
alem de mim
Que eu também sei amar, com despeito e esforço
quem nunca nem me viu passar
Me ame a mim que não te amo
eu amo
não tu
mas o amor que sentes
e a dedicação que me dedicas
e os brilhos nos olhos que derramas
por mim e mais ninguém
Caro estranho
sinto muitos ciúmes de tudo
até de tu
que logo de início devias ter-me
percebido toda a graça
mais que tudo que já viste nesse mundo
Me dá o teu amor
me conquiste assim
pra que eu logo te despreze
com remorso
e culpa
muita culpa de quem quer ser querida
muito mais que quer a gente
terça-feira, 28 de setembro de 2010
bem feliz!
Ai que eu amo gente bonita que me chega assim
fui passear num dia de sol e de chuva e conheci o amor
conheci
re-conheci
ai, que eu amo as pessoas que riem
e a leveza de ser
e andar andar por ruas novas
rir novo
ouvir vozes agudas, jovens, roucas
sentir as fumaças dos bares, das casas
o cheiro de cerveja velha na lata
muita doçura
muitas vozes
uma confusao de gente
essa mistura de mundos
em que voce se esquece de pensar por dentro
só pensa por fora
e fica se dando aos estranhos mais lindos e sorridentes
assim
bem feliz!
fui passear num dia de sol e de chuva e conheci o amor
conheci
re-conheci
ai, que eu amo as pessoas que riem
e a leveza de ser
e andar andar por ruas novas
rir novo
ouvir vozes agudas, jovens, roucas
sentir as fumaças dos bares, das casas
o cheiro de cerveja velha na lata
muita doçura
muitas vozes
uma confusao de gente
essa mistura de mundos
em que voce se esquece de pensar por dentro
só pensa por fora
e fica se dando aos estranhos mais lindos e sorridentes
assim
bem feliz!
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
last dance
There are two ladies living by my side
they are both pretty and so similar
that one can barely tell one form the other
Both enjoy my company
and both are actresses
They pretend to live in harmony
so I can never notice the war they strugle in
in every moment
In the day that I was born
they started to dance
A beautiful mistic ballet
Touched by flamming yellows from
the days and dark shadows from the
nights
In every step they wake me with caution
to make me aware of my surroundings
to turn me conscious of myself
to pull me up to inside
In every step they fight for me
with frightening elegance
I shrivel with cold trembling arms
I have a glance of infinity and
insignificance
One of the ladies, a little bit
stronger then the other
is the one that makes me happier
She is sweet and more childlike
So loose and easy that sometimes
I forget about her, like the times
that I have negleted easy given loves
The other one, apparently weaker
Is more sunset colored
of an hipnotizing purple
She has a misterious attractive
charm
And dizzy dewy breath
As I grow older the Stronger tuns to Weaker
The purple steps more meticulous
She is mercyful and respectful
But one must accomplish his
duties of existence
As I know that ther will be a last dance
when she will
sadly
embrace me forever.
they are both pretty and so similar
that one can barely tell one form the other
Both enjoy my company
and both are actresses
They pretend to live in harmony
so I can never notice the war they strugle in
in every moment
In the day that I was born
they started to dance
A beautiful mistic ballet
Touched by flamming yellows from
the days and dark shadows from the
nights
In every step they wake me with caution
to make me aware of my surroundings
to turn me conscious of myself
to pull me up to inside
In every step they fight for me
with frightening elegance
I shrivel with cold trembling arms
I have a glance of infinity and
insignificance
One of the ladies, a little bit
stronger then the other
is the one that makes me happier
She is sweet and more childlike
So loose and easy that sometimes
I forget about her, like the times
that I have negleted easy given loves
The other one, apparently weaker
Is more sunset colored
of an hipnotizing purple
She has a misterious attractive
charm
And dizzy dewy breath
As I grow older the Stronger tuns to Weaker
The purple steps more meticulous
She is mercyful and respectful
But one must accomplish his
duties of existence
As I know that ther will be a last dance
when she will
sadly
embrace me forever.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
quando me falta o novo diante dos olhos
ou aos ouvidos música, gente e sons
quando me faltam filmes e letras e palavras
alheias
surge em mim um silêncio insuportável
e começo a pensar descontroladamente sobre
qualquer coisa que caiba, sobre mim
e penso absurdos e quero fazer sentido deles
então penso e penso e preciso escrever quando
surge qualquer coisa de razoável, pra achar
o perdão sobre todo o inútil que guardo
escrever é um ato de indulgencia
e se me desprego de mim por uma fração
inconcebível de tempo
enxergo o imperdoável que sou
ou aos ouvidos música, gente e sons
quando me faltam filmes e letras e palavras
alheias
surge em mim um silêncio insuportável
e começo a pensar descontroladamente sobre
qualquer coisa que caiba, sobre mim
e penso absurdos e quero fazer sentido deles
então penso e penso e preciso escrever quando
surge qualquer coisa de razoável, pra achar
o perdão sobre todo o inútil que guardo
escrever é um ato de indulgencia
e se me desprego de mim por uma fração
inconcebível de tempo
enxergo o imperdoável que sou
Em algum lugar se esconde o perigo
dos impetos outrora recolhidos
das horas que ficaram amarradas ao pé da cama
guardando o sono
Sonhei
Sonhai
Onde as almas voam e desembaraçam de seus
pés os laços fatigados dos dias que seguimos
contadas horas
8 horas por dia utilíssimo fluindo palpitadas
entre veias e ganas engolidas
contorcidas
enodadas
Onde mora a iminencia do outrem guardado?
Entre portas e paredes e predios assombrados
Num sol de concreto que desce inferno abaixo
e deslisa por entre vias e queima a cara dos
que maldormem malogrados?
É na morada atroz dos homens mal queridos
que mora o perigo
Na vaga hora entre ir e voltar todas as vias
todos os dias empoeirados, vermelhos, suados
que mora o perigo
de ser e não ser deixado
ser levado
e certo
e opresso
ser certo acertado
Moram nos sonhos os sonhos
Na ultima noite em que dormi
sonhei com o amor doce
que tinha algum gosto do que me foi dito
mas nunca vi de fato
No sonho uma criança repousava do meu lado
nascida, como todas as outras,
prum mundo inventado
e feliz
Com tanto amor chorei de alegria
e acordei
no sonho do sonho que foi sonhado
Nos sonhos moram os sonhos recalcados
E um mar de gente que nasceu da morte alheia
que matou 50 deuses e fez qualquer flor a
custa de qualquer sangue
sem saber
Sem saber nos sonhos moram os sonhos
Sem saber nos lembramos
do mundo em que sonhamos
Em que fazemos qualquer flor de qualquer sangue
Sem saber sonhamos cegos num mundo de pó
Onde moram os perigos de ser o que se é sem saber?
dos impetos outrora recolhidos
das horas que ficaram amarradas ao pé da cama
guardando o sono
Sonhei
Sonhai
Onde as almas voam e desembaraçam de seus
pés os laços fatigados dos dias que seguimos
contadas horas
8 horas por dia utilíssimo fluindo palpitadas
entre veias e ganas engolidas
contorcidas
enodadas
Onde mora a iminencia do outrem guardado?
Entre portas e paredes e predios assombrados
Num sol de concreto que desce inferno abaixo
e deslisa por entre vias e queima a cara dos
que maldormem malogrados?
É na morada atroz dos homens mal queridos
que mora o perigo
Na vaga hora entre ir e voltar todas as vias
todos os dias empoeirados, vermelhos, suados
que mora o perigo
de ser e não ser deixado
ser levado
e certo
e opresso
ser certo acertado
Moram nos sonhos os sonhos
Na ultima noite em que dormi
sonhei com o amor doce
que tinha algum gosto do que me foi dito
mas nunca vi de fato
No sonho uma criança repousava do meu lado
nascida, como todas as outras,
prum mundo inventado
e feliz
Com tanto amor chorei de alegria
e acordei
no sonho do sonho que foi sonhado
Nos sonhos moram os sonhos recalcados
E um mar de gente que nasceu da morte alheia
que matou 50 deuses e fez qualquer flor a
custa de qualquer sangue
sem saber
Sem saber nos sonhos moram os sonhos
Sem saber nos lembramos
do mundo em que sonhamos
Em que fazemos qualquer flor de qualquer sangue
Sem saber sonhamos cegos num mundo de pó
Onde moram os perigos de ser o que se é sem saber?
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