in my mind, I record movies
a sudden leave falls from a tree which branches I see not
as a draft pass by, golden-green reflects from the dancing
falling leave
a quiet ballet starts
carefully comes,
one
by
one,
the other leaves
spinning and dancing cheerfully
as they fall by the trees feet
then comes a fast wind announcing:
open the clouds,
a golden sun enters
waves the tree
with sun and wind
a thousand trembling leaves
dizzily vibrates through day light
(maybe time's wisper
maybe seasons brath
what comes and goes
among stars and earth)
terça-feira, 30 de agosto de 2011
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
perfume dela
Ela voltou. Depois de 22 dias fora. Entrei na sala depois das escadas estreitas e escuras. Chegando ao porão.
Um porão bonito e com janelas, não como os brasileiros. Antes de sair de casa, após o banho, colocou um
pouquinho do seu perfume preferido. Esperei a reação: Our parfumed Mariele is back! Nada.
Fiquei 22 dias fora, viajando com mamãe e minha tia. Heidelberg, o lugar mais legal de todos, tão limpo, tão
calmo, tão alemão.
Os franceses são mesmo ótimos. Os franceses, as pessoas, todas elas podem ser tão profundas quanto se
queira especular. Em Quai de Jemmapes, me sentei a beira do Canal St. Martin e um homem tocava violão
com muito swing. Me perguntei se era brasileiro. Silenciou. De canto de olho vi que guardou seu violão, lamentei.
Qualquer interação seria não só poética e cinematográfica, mas muito desejada depois de dois
dias de silêncio. Ele pediu um cigarro e disse que seu tabaco tinha acabado. Ela deu sorrindo. Ele fumou e partiu.
Aurevoir.
Terminei o meu cigarro vendo as lanternas no canal. A gente acompanhada.
Doze horas mais tarde, ainda se sente o perfume.
Um porão bonito e com janelas, não como os brasileiros. Antes de sair de casa, após o banho, colocou um
pouquinho do seu perfume preferido. Esperei a reação: Our parfumed Mariele is back! Nada.
Fiquei 22 dias fora, viajando com mamãe e minha tia. Heidelberg, o lugar mais legal de todos, tão limpo, tão
calmo, tão alemão.
Os franceses são mesmo ótimos. Os franceses, as pessoas, todas elas podem ser tão profundas quanto se
queira especular. Em Quai de Jemmapes, me sentei a beira do Canal St. Martin e um homem tocava violão
com muito swing. Me perguntei se era brasileiro. Silenciou. De canto de olho vi que guardou seu violão, lamentei.
Qualquer interação seria não só poética e cinematográfica, mas muito desejada depois de dois
dias de silêncio. Ele pediu um cigarro e disse que seu tabaco tinha acabado. Ela deu sorrindo. Ele fumou e partiu.
Aurevoir.
Terminei o meu cigarro vendo as lanternas no canal. A gente acompanhada.
Doze horas mais tarde, ainda se sente o perfume.
Assinar:
Postagens (Atom)