noite
quente
corpo
beijo
noite
quente
mão
álcool
beijo
calor
água
frio
vento
luz
lua
teto
cama
frio
terça-feira, 28 de outubro de 2008
domingo, 26 de outubro de 2008
dream within
at night runs the dream
run and hide
in between dark and rough branches
in the dark blue night
slips the dream
it runs away
lights the blue
and things exists
colorful
exposed
the sun's warmth held in hands
ages the face
changes
builds the mask that will smile in the late hours
through the hours and the dance of times and things
goes this pair of life
footsteps made of light and shadows
over the sweet meadows
touched by the winds
once blowed from the deep earth
and carried away by ghosts
a man's soul taken
forever clasped in the arms of heaven and hell
there is no choice
no corner to reveal
birth and death are one thing
attached to the path of day and night
run and hide
in between dark and rough branches
in the dark blue night
slips the dream
it runs away
lights the blue
and things exists
colorful
exposed
the sun's warmth held in hands
ages the face
changes
builds the mask that will smile in the late hours
through the hours and the dance of times and things
goes this pair of life
footsteps made of light and shadows
over the sweet meadows
touched by the winds
once blowed from the deep earth
and carried away by ghosts
a man's soul taken
forever clasped in the arms of heaven and hell
there is no choice
no corner to reveal
birth and death are one thing
attached to the path of day and night
terça-feira, 21 de outubro de 2008
o que dizer dos dias?
O que dizer? eu não sou muito prosaica, na verdade não sei se-lo com elegancia. a profundidade, a expressao das coisas intimas, não requer elegancia e criatividade, requer honestidade. é claro que prefiro os textos que unem todas essas coisas, mas condescentemente me conformo, para não juntar mais frustrações ao orçamento.
falar do cotidiano é muito dificil.
é facil falar do que altera muito o que vai por dentro, dos descontentamentos , obsessoes e grandes felicidades..
e claro, sempre sou assomada pelo argumento de ter muito o que fazer. existem muitas paginas a minha espera para serem lidas, postergando ainda mais as paginas que poderiam sair das minhas mãos.
eu queria mesmo que toda essa coisa engolida, pensada e esquecida por tantos dias, se acumulasse e explodisse em algum momento. um spleen. um insight criativístico. mas um medo muito grande me faz suspeitar que todas essas coisas podem ficar abafadas e reprimidas...não quero morrer guardando...
tenho pensado muito na morte. na minha e da minha mãe. fico pensando na dor da morte. já dói.
a minha morte já me dói por poder botar fim a tanta coisa que ainda não foi. a morte da minha mãe que é o objeto que amo por me amar, além de amar por amar. talvez seja um egocentrismo: não quero que as duas pessoas que mais me aceitam e me conhecem (de formas muito distintas) morram, não quero que morra a devoção pelo que sou (pela minha mãe) e pelo que posso ser (por mim). será?
ai, vida que me espera. que eu quero que me espere, que guarde tanta vida por vir.
agora. seria a minha vida agora fantástica? eu faço tudo o que gosto, até. agora é mesmo muito bom. desde que minha vó morreu, eu pensei que não vou ser uma daquelas pessoas que dizem "eu era feliz e não sabia", quero tomar posse de cada felicidade que se me revela, a cada instante.
falar do cotidiano é muito dificil.
é facil falar do que altera muito o que vai por dentro, dos descontentamentos , obsessoes e grandes felicidades..
e claro, sempre sou assomada pelo argumento de ter muito o que fazer. existem muitas paginas a minha espera para serem lidas, postergando ainda mais as paginas que poderiam sair das minhas mãos.
eu queria mesmo que toda essa coisa engolida, pensada e esquecida por tantos dias, se acumulasse e explodisse em algum momento. um spleen. um insight criativístico. mas um medo muito grande me faz suspeitar que todas essas coisas podem ficar abafadas e reprimidas...não quero morrer guardando...
tenho pensado muito na morte. na minha e da minha mãe. fico pensando na dor da morte. já dói.
a minha morte já me dói por poder botar fim a tanta coisa que ainda não foi. a morte da minha mãe que é o objeto que amo por me amar, além de amar por amar. talvez seja um egocentrismo: não quero que as duas pessoas que mais me aceitam e me conhecem (de formas muito distintas) morram, não quero que morra a devoção pelo que sou (pela minha mãe) e pelo que posso ser (por mim). será?
ai, vida que me espera. que eu quero que me espere, que guarde tanta vida por vir.
agora. seria a minha vida agora fantástica? eu faço tudo o que gosto, até. agora é mesmo muito bom. desde que minha vó morreu, eu pensei que não vou ser uma daquelas pessoas que dizem "eu era feliz e não sabia", quero tomar posse de cada felicidade que se me revela, a cada instante.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
árvores
The Melody of a Fallen Tree
só vale a pena se for ouvida, não postarei a letra
Será que é razoavel que as pessoas de quem mais tenho saudades são aquelas com quem eu menos convivi?
Ceremony
Acho que, no fundo, tenho vontade de morar nos meus próprios sonhos...
nos menos freudianos...
Kings of the Wild Frontier
E estar dividida entre duas pessoas que vão, por muito tempo, continuar a milhares de quilometros.... É claro que me pergunto se me sinto dividida entre elas ou entre o que elas representam...Vamos construindo o amor sobre tantos símbolos, que vão se acumulando uns sobre os outros, que o chão, a raiz, talvez nem exista. Mas se nunca tocamos o chão com os pés, isso importa? E quão fútil pode ser uma vida que não toca o chão com os pés?
Natural's Not in It
só vale a pena se for ouvida, não postarei a letra
Será que é razoavel que as pessoas de quem mais tenho saudades são aquelas com quem eu menos convivi?
Ceremony
Acho que, no fundo, tenho vontade de morar nos meus próprios sonhos...
nos menos freudianos...
Kings of the Wild Frontier
E estar dividida entre duas pessoas que vão, por muito tempo, continuar a milhares de quilometros.... É claro que me pergunto se me sinto dividida entre elas ou entre o que elas representam...Vamos construindo o amor sobre tantos símbolos, que vão se acumulando uns sobre os outros, que o chão, a raiz, talvez nem exista. Mas se nunca tocamos o chão com os pés, isso importa? E quão fútil pode ser uma vida que não toca o chão com os pés?
Natural's Not in It
domingo, 12 de outubro de 2008
mudar
Há dias não sei o que escrever, porque não se bem o que pensar. Minha vida está organizada como nunca, estou domesticada e isso foi um processo interno, consciente e escolhido.
Eu acordo o mais cedo possível (o que ainda é tarde, visto que não consigo dormir bem e demoro muito a pegar no sono), tomo o meu café da manhã fantástico: frutas; minha panqueca que é uma combinação natureba de cereais integrais; café para alimentar o vício,a disposição e a excitação mínima para dar a partida para o dia e um pouquinho de leite.
Vez ou outra eu dou água para as plantinhas: a horta que eu quis ter, as florzinhas que acho que fazem bem pra vista e pra alma.
Vou pra faculdade. Me sento a frente de quilos de artigos e do computador e gasto todo o meu cérebro pensando, com algum prazer, em todas aquelas coisas estranhas e difíceis.
Dos 5 dias úteis, em média uns 4,lá pelas 18h, me carrego para a aula de capoeira ou de dança e nasço denovo depois de me movimentar, pensar em outras coisas e sentir o meu próprio corpo.
No fim de semana, fica um certo vazio.
Eu fujo um pouco do mundo que não se adequa à física, a minha rotina acadêmica. Esse mundo de danças, músicas, energias, pessoas menos céticas, menos precisas, no qual eu me sinto tão em casa.
É muito difícil ser essas duas coisas, habitar mundos tão distintos, meu corpo e minha cabeça não mudam instantaneamente, existe uma inércia que dificulta o trânsito entre um e outro e qualquer apego a um (principalmente ao não-acadêmico) faz com que a volta ao outro seja custosa, dolorosa, como uma despedida mesmo.
Hoje foi um dia bom, de grama sob os pés, abraços, olhos apertados pelos sorrisos, carinhos e doçuras, eu poderia ficar neste mundo tão facilmente que sinto que devo correr das oportunidades em que ele pode se revelar. Parece que eu me convenci de que pertenço a uma sala fechada com ar condicionado e pessoas restritas (não todas, claro) a essa vida, a essas salas e a telas de computadores. Acho que me convencer disso por enquanto torna o inevitável menos dolorido, quero terminar bem este mestrado...
Um amigo me disse que acredita em determinismo, que não temos escolhas, pois já é certo que sempre escolheremos o que nos faz mais feliz. Eu concordei. Pensei num contra-exemplo, mas só fiz confirmar a tal lei. O exemplo: se eu não deixo o mestrado para fazer cinema, que é algo que eu acredito que me faria mais feliz que a física, é porque acho que faria meus pais tristes. O ponto é que fazer meus pais felizes me faz mais feliz (ou menos triste) que fazer cinema, e por isso a minha escolha é essa. O grande problema é que essas escolhas são feitas pelo que "achamos" que nos faria mais felizes, não pelo que nos faria mais felizes de fato. O que eu concluo com isso é que deveríamos basear nossa decisão em critérios mais racionais, pois tenho a impressão de que eles "acertam" mais o que é melhor pra nós. Além disso, no meu exemplo específico, eu tenho a informação de que meus pais ficariam mais felizes com essa decisão, pois eles me deram pistas diretas ou indiretas sobre isso, mas o que eu não sei é como eles se sentirão "depois" da mudança, então eu não sei se eles ficariam tristes de fato... portanto, não acho que seja válido me basear muito nisso... mas, afinal sempre nos baseamos em coisas muito instáveis e mutáveis, e nunca podemos prever como será a mudança: eu poderia, ainda, "não" ser mais feliz no cinema do que na física..
Enfim! Preciso pensar mais nisso, pois não conclui nada que pareça concreto ou útil!
Eu acordo o mais cedo possível (o que ainda é tarde, visto que não consigo dormir bem e demoro muito a pegar no sono), tomo o meu café da manhã fantástico: frutas; minha panqueca que é uma combinação natureba de cereais integrais; café para alimentar o vício,a disposição e a excitação mínima para dar a partida para o dia e um pouquinho de leite.
Vez ou outra eu dou água para as plantinhas: a horta que eu quis ter, as florzinhas que acho que fazem bem pra vista e pra alma.
Vou pra faculdade. Me sento a frente de quilos de artigos e do computador e gasto todo o meu cérebro pensando, com algum prazer, em todas aquelas coisas estranhas e difíceis.
Dos 5 dias úteis, em média uns 4,lá pelas 18h, me carrego para a aula de capoeira ou de dança e nasço denovo depois de me movimentar, pensar em outras coisas e sentir o meu próprio corpo.
No fim de semana, fica um certo vazio.
Eu fujo um pouco do mundo que não se adequa à física, a minha rotina acadêmica. Esse mundo de danças, músicas, energias, pessoas menos céticas, menos precisas, no qual eu me sinto tão em casa.
É muito difícil ser essas duas coisas, habitar mundos tão distintos, meu corpo e minha cabeça não mudam instantaneamente, existe uma inércia que dificulta o trânsito entre um e outro e qualquer apego a um (principalmente ao não-acadêmico) faz com que a volta ao outro seja custosa, dolorosa, como uma despedida mesmo.
Hoje foi um dia bom, de grama sob os pés, abraços, olhos apertados pelos sorrisos, carinhos e doçuras, eu poderia ficar neste mundo tão facilmente que sinto que devo correr das oportunidades em que ele pode se revelar. Parece que eu me convenci de que pertenço a uma sala fechada com ar condicionado e pessoas restritas (não todas, claro) a essa vida, a essas salas e a telas de computadores. Acho que me convencer disso por enquanto torna o inevitável menos dolorido, quero terminar bem este mestrado...
Um amigo me disse que acredita em determinismo, que não temos escolhas, pois já é certo que sempre escolheremos o que nos faz mais feliz. Eu concordei. Pensei num contra-exemplo, mas só fiz confirmar a tal lei. O exemplo: se eu não deixo o mestrado para fazer cinema, que é algo que eu acredito que me faria mais feliz que a física, é porque acho que faria meus pais tristes. O ponto é que fazer meus pais felizes me faz mais feliz (ou menos triste) que fazer cinema, e por isso a minha escolha é essa. O grande problema é que essas escolhas são feitas pelo que "achamos" que nos faria mais felizes, não pelo que nos faria mais felizes de fato. O que eu concluo com isso é que deveríamos basear nossa decisão em critérios mais racionais, pois tenho a impressão de que eles "acertam" mais o que é melhor pra nós. Além disso, no meu exemplo específico, eu tenho a informação de que meus pais ficariam mais felizes com essa decisão, pois eles me deram pistas diretas ou indiretas sobre isso, mas o que eu não sei é como eles se sentirão "depois" da mudança, então eu não sei se eles ficariam tristes de fato... portanto, não acho que seja válido me basear muito nisso... mas, afinal sempre nos baseamos em coisas muito instáveis e mutáveis, e nunca podemos prever como será a mudança: eu poderia, ainda, "não" ser mais feliz no cinema do que na física..
Enfim! Preciso pensar mais nisso, pois não conclui nada que pareça concreto ou útil!
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