o sábaod se anunciou como vespera de feriado
nao era um dia qualquer
um sabado qualquer
era um preludio a dias diferentes
dias nao-uteis
em que eu perco o senso de normalidade
e tendo a me perder
falta a obrigacao de dormir
a obrigacao de acordar
e tudo deveria ser mais facil
mas nao é
me sobra tempo de mais e penso de mais
e sinto medo de em que abismos mergulho
e do quanto me sobra de ser de modo pensado
o sabado nao se anunciou como vespera de viagem
estou em casa
o dia é bonito e venta forte
e as pessoas estao caladas
pela rua, peelo tempo que andei
nos falamos eu e os vendedores
as pessoas comuns, que só são comuns porque nao as conheço
mas a memoria do dia na rua ficou vaga
como um sonho sem ordem
como um sonho em que misturo pessoas rostos e vozes
mas o filme do dia que ficou como memoria é mudo
o sabado se anunciou depois de uma noite de medo
todas as noites sao de medos
pra mim que sempre fujo da opressao do existir
eu teimo em achar beleza e leveza nas coisas
eu tento!
eu tento!
mas me vem um sabado sem familia
sem os meus portos-seguros
sem voz intima
sem amigo
sem toda a referencia do que sou para os outros
(que é o que eu quero ser!)
uma pessoa simplesmente, uma pessoa viva que esta ali
de modo tao banal, tao cotidiano, uma pessoa que talvez morra
mas quem é que vai pensar nisso? eu quero ser uma pessoa simplesmente, como todas as outras
mas esse sábado, esse sábado me fez dentro de mim!
e fez todo o resto dentro de mim
e as pessoas são intimas e se confundem dentro de mim! E elas morrem e tem vida interna
e eu não tenho paz, porque todas as pessoas moram em mim e eu se quem são! são eu! eu sou essas pessoas!e carrego o peso de todas essas vidas
dia sem fim
dia que antecede outros iguais
o feriado de quatro dias se fez como quatro domingos, este sim, o rei dos dias fatidicos em que o vazio espreita pavorosamente.
te entrego, ó sábado maldito! te entrego nessas linhas! para que me livre dos teus ares tão pesados. te jogo nessas linhas, te exorciso. descarrego o fardo que me trouxeste.
e espero.
sábado, 9 de outubro de 2010
me disse que se chamava caiame
tive que vir ao sol pra escrever sobre você
quase não faz sol
o céu está azul salpicado de nuvens
o vento frio faz tudo ficar mais ameno e bonito
e me tapa os olhos com os cabelos
eu sorrio de alegria
sozinha do lado de fora
me lembro dos seus cabelos ontem
dourados também sobre os seus olhos
num dia de muito sol
..
ontem eu conheci um menino
um menino que parece um anjo
que parece que não cresceu e que não tem sexo
a voz tão suave
carregada pelo ar
era algo de indescritível, era uma carícia, uma benção que falasse
ele era azul como o céu
e tinha os olhos doces e lindos
quero guardar pra sempre o que é ter visto alguém assim
mesmo que não o veja mais
me despertou tanta doçura que até da medo
porque eu sei que nesse mundo eu já escolhi uma ilusão
mas ele não
ele teima em ver por através
e em não se entregar
uma criança, coisa muito grande
gente que não se mede desde o chão
gente que paira sobre nós
liberta e quase oprime de tão grande
é um céu e um sol juntos
uma força da natureza
da forma mais boa
menino azul-dourado que eu conheci
que faz existir ser menos vazio a qualquer hora
que faz acreditar em coisas boas e num mundo bom de viver
ficou dentro do meu coração
quase não faz sol
o céu está azul salpicado de nuvens
o vento frio faz tudo ficar mais ameno e bonito
e me tapa os olhos com os cabelos
eu sorrio de alegria
sozinha do lado de fora
me lembro dos seus cabelos ontem
dourados também sobre os seus olhos
num dia de muito sol
..
ontem eu conheci um menino
um menino que parece um anjo
que parece que não cresceu e que não tem sexo
a voz tão suave
carregada pelo ar
era algo de indescritível, era uma carícia, uma benção que falasse
ele era azul como o céu
e tinha os olhos doces e lindos
quero guardar pra sempre o que é ter visto alguém assim
mesmo que não o veja mais
me despertou tanta doçura que até da medo
porque eu sei que nesse mundo eu já escolhi uma ilusão
mas ele não
ele teima em ver por através
e em não se entregar
uma criança, coisa muito grande
gente que não se mede desde o chão
gente que paira sobre nós
liberta e quase oprime de tão grande
é um céu e um sol juntos
uma força da natureza
da forma mais boa
menino azul-dourado que eu conheci
que faz existir ser menos vazio a qualquer hora
que faz acreditar em coisas boas e num mundo bom de viver
ficou dentro do meu coração
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
a pressa em que a vida anda
naõ há tempo
temos que ser felizes
temos que votar
escolher
temos que amar
temos que jogar o lixo fora
nao
temos que reciclar
temos que nao fazer lixo
temos que fazer de tudo util, bom e necessario
o mundo se basta e tudo é tudo
a pressa de ver o sol
a rpessa de ser esconder do sol
deir pro frio
de voltar
de se molhar na chuva
de dançar
de fazer amor
de fazer sexo
o tempo corre
a pressa de viver
a pressa de morrer
a pressa
fugir
correr da morte
eu e voce vamos ser um só
eu e 7 bilhoes de pessoas vamos ser um só
eu e 100 bilhoes de animais vamos ser um só
eu e toda a vida
eu e toda planta
e cada grao de areia
vamos ser um so
nao ha morte
é o ciclo
o ciclar
numa espiral
infinita
naõ há tempo
temos que ser felizes
temos que votar
escolher
temos que amar
temos que jogar o lixo fora
nao
temos que reciclar
temos que nao fazer lixo
temos que fazer de tudo util, bom e necessario
o mundo se basta e tudo é tudo
a pressa de ver o sol
a rpessa de ser esconder do sol
deir pro frio
de voltar
de se molhar na chuva
de dançar
de fazer amor
de fazer sexo
o tempo corre
a pressa de viver
a pressa de morrer
a pressa
fugir
correr da morte
eu e voce vamos ser um só
eu e 7 bilhoes de pessoas vamos ser um só
eu e 100 bilhoes de animais vamos ser um só
eu e toda a vida
eu e toda planta
e cada grao de areia
vamos ser um so
nao ha morte
é o ciclo
o ciclar
numa espiral
infinita
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
uma coisa que eu nunca disse...
(em geral, gosto de registrar certas impressões)
que quando eu escrevo é uma coisa de súbito
quase sempre e quase que durante toda a escrita
é como uma psicografia
quando termino e leio, chega a ser estranho
porque escrevo numa espécie de transe
é como se a pessoa do texto me virasse e dissesse
olha só como eu sou!
e eu penso: essa sou eu?
me parece tambem que há uma conversa
por de tras do papel uma, na frente outra
uma conversa
uma discussao
dificil
a de dentro do papel é mais autentica (?, assim ela se diz)
mais despudorada, quer dizer sexo, pau, buceta
quer falar de terror, de medo, memória, lembrança
recalque... a que esta de fora do papel chama tudo de recalque
bota tudo num saco muito mais bonito (bonito pra ela)(ou, bonito?, beleza?)
e as duas se alternam
pegam as duas mãos na mesma caneta
e vai
um texto
um texto que é uma luta
entre quem quer ser feliz
e entre quem quer ser
ser de verdade
tudo
(em geral, gosto de registrar certas impressões)
que quando eu escrevo é uma coisa de súbito
quase sempre e quase que durante toda a escrita
é como uma psicografia
quando termino e leio, chega a ser estranho
porque escrevo numa espécie de transe
é como se a pessoa do texto me virasse e dissesse
olha só como eu sou!
e eu penso: essa sou eu?
me parece tambem que há uma conversa
por de tras do papel uma, na frente outra
uma conversa
uma discussao
dificil
a de dentro do papel é mais autentica (?, assim ela se diz)
mais despudorada, quer dizer sexo, pau, buceta
quer falar de terror, de medo, memória, lembrança
recalque... a que esta de fora do papel chama tudo de recalque
bota tudo num saco muito mais bonito (bonito pra ela)(ou, bonito?, beleza?)
e as duas se alternam
pegam as duas mãos na mesma caneta
e vai
um texto
um texto que é uma luta
entre quem quer ser feliz
e entre quem quer ser
ser de verdade
tudo
Assinar:
Postagens (Atom)