Vous voudriez au ciel bleu croire
Je le connais ce sentiment
J'y crois aussi moi par moments
Comme l'alouette au miroir
J'y crois parfois je vous l'avoue
A n'en pas croire mes oreilles
Ah je suis bien votre pareil
Ah je suis bien pareil à vous
A vous comme les grains de sable
Comme le sang toujours versé
Comme les doigts toujours blessés
Ah je suis bien votre semblable
Trecho do poema de Louis Aragon que eu conheci ouvindo Odile, em "Bande à part", cantar tão triste no metrô...
Vai ficar ao sorteio da memória o que eu quis ler ler neste poema, pois é bem sabido que a gente lê o que quer e não o que está escrito exatamente.
Acho que Louis Aragon teve uma intenção bem mais socialista. Eu leio e faço caber bem pra duas pessoas, que é o que me ocupa agora.
Uma tradução manquinha do meu francês manquinho:
Você quer crer no céu azul
eu conheço esse sentimento
eu também creio por momentos
como a cotovia ao espelho
Às vezes eu também creio, eu admito
Até não crer nos meus ouvidos
Ah eu sou bem do seu tipo
Ah eu sou muito parecido com você
Com você como os grãos de areia
Como o sangue sempre derramado
Como os dedos sempre machucados
Ah eu sou bem sua semelhante
Não soa tão bem como o original e eu não sou a favor de construir outro poema sobre esse... Essa coisa de "traduzir" poemas é muito dolorida, mas entendo que como não dá pra sempre ler as versões originais...
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