quinta-feira, 19 de março de 2009

o meu amigo

Pois que ele se sentiu imediatamente atraído por ela.
Sim, era bonita e inspirava alguma profundidade. Tinha a cor da sua mãe, e também sorria muito como ela. Inesperademente se lembrava de não sorrir tanto e comedia tanta graça, que não deveria sair assim tão barata_ para ainda mais o instigar.
Ele sempre temia as motivações freudianas, por teimosia, por não querer ser levado por vontades sem causa racional_ além do básico do instinto, inegável.

O que importa mais? Ele era mesmo muito, muito bonito. Dos que fazem considerar que existem universalidades e consensos absolutos: para sua sorte.

Ela foi simples, fácil e rápida. E o que deveria ser um ritual intelectual de desejo-descoberta-jogo, foi simples demais, quase banal.
Ele, aparentemente um homem que sublima, muito estanho. Que pensa assim na mãe, intencionalmente consciente do freudianismo, do psicanalismo do seus desejos. Ele se depara cada vez mais com essas mulheres-bichos. Seria isso mesmo a manifestação do freudianismo?

Interessantemente, lhe resta um amigo. Desses bukowskianos:
Ele foi lá e comeu.

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