domingo, 5 de dezembro de 2010

(as flores que colhi tão bonitas
as te ofereço, meu amor)



acordamos eu e o sol
com os pés gotejados da manhã
busquei com amor e sonho
ramos para seus curtos cabelos
pros teus pelos de gato enfeitar

que cheiro de flor? das ervas úmidas?
a brisa que refresca meus pés de orvalho
traz um vapor da noite em que habitavas meu travesseiro

ó moça da pele de onça
que deita na minha cama infinita
e me espera fresca como as manhãs

faço sua cama de mato e flores
pra que acordes no seu ninho de fêmea
e mãe
tão natural que és


do meu sonho desperto

confusa

te vejo, luz do dia,
forte, a me esperar
com flores que pra mim colheste
tão bonitas como as que colhi
pra ti na manhã em que eu dormia

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