resta uma semana
Ele não expressava o seu amor sexualmente, diferente dos homens, em geral. Acordou e me beijou docemente. Muitos beijos curtos e ternos. Eu, que passara a noite preocupada com a vida, dormi pouco e lhe dei aquela forma de carinho mais pura, que se dá a quem não percebe.
Tudo estava permeado, sim, pelo fato de que partiria para Guadalajara. Cidade dos infernos onde lhe espera, talvez, história antiga. Eu ficava. Sempre preferi assim, os amores que me permito são os que partem, obrigados a morrer de forma bonita.
Eu o beijo de volta sorrindo. Sorrimos e nossos rostos se beijam dormentes ainda.
O doce mais doce. Uma fruta. Eu me tornaria uma tangerina, embora pensasse que fosse manga a sua fruta preferida. E eu queria, mesmo, ser sua fruta, coisa, preferida. Sempre quero, dos meus amantes, ser a melhor.
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