Eles se encontram.
O narrador está do lado dela e a camera só sabe o que se passa dentro dela, não dele.
O passado ficou pouco nítido. Ele se tornou mesmo uma coisa cicatrizada, embora ela sempre pudesse se lembrar daquilo e pensar que deveria se tolice. Aquilo tinha de ser uma tolice, não faz nenhum sentido qualquer coisa de especial sobre o que não fora dito, nem vivido.
Mas tinha aquele poema e a resposta incerta. Nenhuma resposta, de fato.
Eles se encontram, ela toma um pequeno susto. Se tivesse alguns minutos antes de ser vista de volta por ele, racionalizaria, se convencenceria de que aquilo não era nada. E seu coração iria, sim, voltar ao ritmo normal. Mas não teve, aos mãos trêmulas, o corpo todo sem força, quase toda sua energia voltada para interpretar naturalidade. Junto a isso, já o pensamento de que ela se sentia, sim, natural.
Ela sorri, não há lembrança da dor, apenas o mesmo medo, como se fosse ha tantos anos, no começo.
Ele sorri, eles se sentam. Ele pega suas mãos e diz:
"As minhas mãos carregam..."
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